Ademicon Joinville, consórcio no bairro Santo Antônio

Consórcio ou financiamento: a conta lado a lado em 10 anos

Por Guilherme Henrique Munhoz, Sócio gestor da unidade Ademicon Joinville, no bairro Santo Antônio · Publicado em 22 de outubro de 2026 · Atualizado em 22 de outubro de 2026

Casal comparando na mesa de casa as contas de consórcio ou financiamento de um imóvel, com calculadora e papéis

Resposta rápida

Consórcio ou financiamento: num imóvel de R$ 200 mil em 10 anos, o financiamento custa R$ 331.681 (entrada de R$ 40 mil mais 120 parcelas de R$ 2.430,67) e o consórcio de exemplo, R$ 234.000 (120 parcelas de R$ 1.950). O financiamento entrega o bem na assinatura, se o banco aprovar o crédito; o consórcio só entrega na contemplação, por sorteio ou lance, sem data garantida. Com um aluguel de exemplo de R$ 1.200 por mês, a economia do consórcio some quando a espera passa de 81 meses. Taxa do financiamento: média do Banco Central de agosto/2026 (14,24% ao ano). Taxa de administração (15%) e fundo de reserva (2%): exemplo, não proposta da Ademicon.

Consórcio ou financiamento: o que muda na prática

Consórcio ou financiamento? Num imóvel de R$ 200 mil pago em 10 anos, a conta de exemplo deste artigo dá R$ 331.681 no financiamento e R$ 234.000 no consórcio, mas só o financiamento entrega o bem na assinatura, se o banco aprovar o crédito. A Ademicon em Joinville administra consórcio, então confira cada premissa abaixo. Consórcio não é sempre mais barato, e a tabela mais abaixo mostra quando deixa de ser.

A diferença de consórcio e financiamento cabe em quatro linhas:

FinanciamentoConsórcio
CustoJuros e demais encargos, somados no CET (Resolução CMN 4.881/2020)Taxa de administração e fundo de reserva, sem juros
Quando o bem chegaNa assinatura, com o crédito aprovadoNa contemplação, por sorteio ou lance (art. 22, § 1º)
EntradaDefinida pelo banco (20% no nosso exemplo)Não há
Condição para receber o bemAprovação de crédito pelo bancoSer consorciado ativo (art. 22, § 2º) e ser contemplado

A Lei 11.795/2008 define o consórcio como autofinanciamento em grupo (art. 2º). No financiamento, o banco precisa informar o CET antes da contratação.

A conta de 10 anos, com todas as premissas

O bem do exemplo é um imóvel de R$ 200 mil nos dois caminhos, e a lógica serve para outros bens. O prazo é de 120 meses e os valores são nominais: sem inflação, sem reajuste do bem, sem rendimento do dinheiro da entrada e sem seguro nem tarifa, dos dois lados. Tudo abaixo é exemplo de cálculo, não proposta comercial.

Calculadora ao lado de duas pilhas de folhas viradas para baixo em uma mesa de madeira, usadas para comparar dez anos de dois caminhos de compra. Tudo para explicar consórcio ou financiamento.

Financiamento: taxa do Banco Central e entrada

A taxa é de 1,12% ao mês (14,24% ao ano), a média do crédito imobiliário a taxas de mercado em agosto/2026, séries 25497 (mensal) e 20772 (anual) do Banco Central, lidas na API em 02/10/2026. A série total, de 11,28% ao ano (SGS 20774), ficou de fora porque inclui crédito com taxas reguladas. A entrada é de 20% (R$ 40 mil), a amortização é pela tabela Price e o saldo de R$ 160 mil vai em 120 parcelas fixas. Média de mercado não é a taxa que um banco vai oferecer a você, e com seguros e tarifas o CET real fica maior.

Consórcio: taxa de administração e fundo de reserva (exemplo)

Usei taxa de administração de 15% e fundo de reserva de 2%. Os dois são hipotéticos: não são proposta nem prática da Ademicon. Não há juros nem entrada. Os percentuais vêm escritos no contrato do grupo e se expressam como parte do preço do bem (art. 27, § 1º), e a prestação soma fundo comum, taxa e fundo de reserva (art. 27). Se o contrato cobrar antecipação de taxa de administração, ela é deduzida da taxa total (art. 27, § 3º), não é custo extra.

Ano a ano: quanto cada caminho desembolsa

O financiamento custa R$ 331.681 em 10 anos e o consórcio, R$ 234.000: R$ 97.681 a menos, cerca de 29%.

Caderno de anotações aberto e caneta sobre a mesa da cozinha, com um calendário de parede desfocado ao fundo

No financiamento, a parcela fixa é de R$ 2.430,67. Em 120 meses são R$ 291.681, mais os R$ 40 mil de entrada, e R$ 131.681 disso é juro. No primeiro mês, R$ 1.792 da parcela (74%) vai para juros; na última, cerca de R$ 27. No consórcio, são 120 parcelas de R$ 1.950: R$ 200 mil de fundo comum, R$ 30 mil de taxa de administração e R$ 4 mil de fundo de reserva.

AnoFinanciamento (acumulado)Consórcio (acumulado)Diferença
1R$ 69.168R$ 23.400R$ 45.768
2R$ 98.336R$ 46.800R$ 51.536
3R$ 127.504R$ 70.200R$ 57.304
4R$ 156.672R$ 93.600R$ 63.072
5R$ 185.840R$ 117.000R$ 68.840
6R$ 215.009R$ 140.400R$ 74.609
7R$ 244.177R$ 163.800R$ 80.377
8R$ 273.345R$ 187.200R$ 86.145
9R$ 302.513R$ 210.600R$ 91.913
10R$ 331.681R$ 234.000R$ 97.681

O ano 1 do financiamento inclui a entrada. A tabela mostra quanto sai do bolso, não quando o bem chega: no consórcio, isso depende da contemplação.

Quanto custa esperar a contemplação

Na conta de consórcio ou financiamento, a economia de R$ 97.681 some quando a espera passa de 81 meses. A contemplação ocorre por sorteio ou lance, conforme o contrato (art. 22, § 1º), e nenhum dos dois tem data garantida. O lance pode ser livre, fixo ou embutido, e o contrato diz como funciona cada um. Para pesar a espera, somei um aluguel de R$ 1.200 por mês, valor de exemplo, pago até o bem chegar:

Caixas de mudança fechadas encostadas na parede de uma sala de apartamento alugado, sem móveis

ContemplaçãoAluguel pagoConsórcio + aluguelFinanciamento
Mês 12R$ 14.400R$ 248.400R$ 331.681
Mês 60R$ 72.000R$ 306.000R$ 331.681
Mês 110R$ 132.000R$ 366.000R$ 331.681

Contemplado no mês 12, o consórcio sai R$ 83.281 mais barato. No mês 60, R$ 25.681. No mês 110, R$ 34.319 mais caro que o financiamento. Troque o aluguel pelo seu custo real de esperar e a conta muda junto.

Leia também: Como funciona o consórcio: as 7 etapas, do grupo à entrega

Quer ver esse cálculo com o valor do seu bem? Fale no WhatsApp.

Consórcio x financiamento: qual vale mais a pena para cada perfil

Depende de duas coisas: se você precisa do bem agora e se tem entrada. O consórcio é melhor que o financiamento só para quem pode esperar sem que a espera custe mais que os R$ 97.681 de diferença (cerca de 81 meses no aluguel de exemplo).

Chave de apartamento sobre a bancada da cozinha de um imóvel recém-entregue, com a sala vazia desfocada ao fundo

Quem precisa do bem agora

O financiamento ganha. É o único dos dois com data para o bem chegar, desde que o banco aprove o crédito, e você paga por isso: R$ 131.681 de juros no exemplo. Quem tem entrada reduz a base de juros: no exemplo, os R$ 40 mil de entrada ficam fora dela.

Leia também, se o bem for um carro: Comprar carro na Black Friday: por que a pressa custa caro

Quem pode esperar

O consórcio ganha, desde que a espera caiba na conta. Quem não tem entrada leva vantagem nele, porque o consórcio não exige. E quem já financiou pode destinar a carta contemplada à quitação total do próprio financiamento, com anuência prévia da administradora (art. 22, § 3º).

Três coisas pesam contra o consórcio e não entram na tabela. Primeira: o consorciado excluído por inadimplência (Resolução BCB 285/2023, até 3 parcelas) e ainda não contemplado recebe de volta o que pagou ao fundo comum, calculado sobre o percentual amortizado do valor do bem, com os rendimentos da aplicação, e não de imediato. Segunda: a taxa de administração paga não volta (art. 30). Terceira: na Ademicon, a liberação da carta segue regra da administradora, não da lei. Saldo devedor até R$ 20 mil exige aprovação cadastral e avalista, acima disso pede garantia em bem móvel ou imóvel, e a parcela fica limitada a 30% da renda comprovada.

Faça a conta com os números do seu caso

Para decidir entre consórcio ou financiamento no seu caso, pegue a proposta de cada lado e repita a conta em quatro passos:

  • Peça o CET do financiamento, que inclui juros, tributos, tarifas e seguros
  • Peça ao consórcio a taxa de administração, o fundo de reserva, o seguro e as regras de lance
  • Some tudo em reais, parcela por parcela, até o fim do prazo
  • Confirme se a administradora é autorizada pelo Banco Central

A Ademicon é autorizada e fiscalizada pelo Banco Central, associada à ABAC e fundada em 1991. A contratação é direta com quem administra, sem corretor e sem taxa de intermediação, presencial na unidade Santo Antônio, em Joinville, ou por WhatsApp. Fabio Kuhnen, cliente, escreveu no Google que ali "não é só venda, é realmente planejamento". Orley A. Hansen Queiroz agradeceu ao Lusinei pela "forma clara e objetiva de explicar as condições e particularidades dos planos de consórcio". Quem atende você é a equipe da unidade de Joinville.

Leia também: consórcio cirurgia plástica, o consórcio aplicado a um objetivo específico.

Leve o valor do bem e o prazo que você pode esperar: o consórcio Ademicon Joinville refaz esta tabela com as regras de um grupo real. Antes de chamar, conheça quem atende na unidade.

Fale no WhatsApp

A contemplação ocorre exclusivamente por sorteio ou lance; não há garantia de contemplação em data determinada. A Ademicon não comercializa cotas contempladas nem com data certa de contemplação.

Perguntas frequentes

  • Em um financiamento de 10 anos, quanto da parcela é juros no começo?

    No exemplo do artigo (saldo de R$ 160 mil, 1,12% ao mês, tabela Price, 120 parcelas de R$ 2.430,67), R$ 1.792 da primeira parcela, cerca de 74%, é juro. Na última parcela, o juro cai para cerca de R$ 27. No total, R$ 131.681 dos R$ 331.681 pagos são juros.

  • O consórcio é melhor que o financiamento em todos os casos?

    Não. No exemplo, o consórcio custa R$ 234.000 contra R$ 331.681 do financiamento, mas a contemplação ocorre por sorteio ou lance, sem data garantida. Somando um aluguel de exemplo de R$ 1.200 por mês até o bem chegar, a economia some quando a espera passa de 81 meses.

  • O que muda na conta se o consórcio for contemplado no primeiro ano ou só no último?

    O desembolso do consórcio é o mesmo, R$ 234.000, mas o custo da espera muda. Com o aluguel de exemplo, contemplado no mês 12 o consórcio sai R$ 83.281 mais barato que o financiamento; no mês 60, R$ 25.681; no mês 110, fica R$ 34.319 mais caro.

  • A taxa média do Banco Central é a taxa que eu vou pagar no financiamento?

    Não. A média é de mercado: 14,24% ao ano (1,12% ao mês) em agosto/2026 no crédito imobiliário a taxas de mercado, série 20772. A taxa que você vai pagar depende da proposta do banco, e o CET, que inclui juros, tributos, tarifas e seguros, deve ser informado antes da contratação (Resolução CMN 4.881/2020).

  • Por que o Banco Central tem duas taxas para financiamento imobiliário?

    Porque são duas séries. A de taxas de mercado marcou 14,24% ao ano em agosto/2026 (SGS 20772). A total marcou 11,28% ao ano (SGS 20774) e mistura crédito com taxas reguladas. A simulação usou a de mercado.

  • Posso comparar o CET do financiamento direto com a taxa de administração do consórcio?

    Não diretamente. Compare o total em reais de cada proposta até o fim do prazo. No financiamento, o CET inclui juros, tributos, tarifas e seguros. No consórcio, some a taxa de administração, o fundo de reserva e o seguro previstos no contrato, e confira as regras de lance.

Fontes

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